Albertina
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Ficha Técnica
 

NOME: Albertina Osório da Cruz Misko.
MODALIDADE: Voleibol.
FILIAÇÃO: Benedito Osório da Cruz e Benedita de Oliveira.
NASCIMENTO: 24/08/1951.
LOCAL: Joanópolis (SP)
GRAU DE INSTRUÇÃO: Superior; Professora de Educação Física na Faculdade de Santo André, com mestrado na Universidade Salesiana. CLUBES: AE São José, EC Pinheiros e Aramaçan de Santo André. Jogou pela seleção Paulista e Seleção Brasileira.
CONQUISTAS: Quatro vezes campeã dos Jogos Abertos do Interior por São José dos Campos (1967 a 1970); campeã paulista pelo Aramaçan de Santo André (1975); Medalha de bronze pelo Brasil na Universíade de Moscou (1973). Várias medalhas de Jogos Regionais por São José dos Campos. Bicampeã brasileira Juvenil, Tricampeã brasileira adulta, Tricampeã brasileira Universitária.

Histórico
Quando Albertina chegou para treinar na AE São José em 1967 logo deixou encantado o técnico Wilson Bombarda. Sua experiência anterior tinha sido apenas em jogos colegiais com a turma da Escola Estadual Maria Luiza de Guimarães Medeiros, do bairro de Santana. Essa menina de 16 anos tinha um potencial a ser explorado. Com 1,68 de altura e aprimorando "cortadas" iria se tornar uma atacante de meio que daria mais força ao time de São José dos Campos. Era tudo o que Bombarda precisava num time que já era bicampeão dos Jogos Abertos do Interior.

Albertina nasceu em Joanópolis, mas com 12 anos de idade veio para São José dos Campos com a família. Seus pais ainda tiveram três outras filhas: Teresa Osório, Benedita Osório e Benta, esta última também se integrou ao vôlei e jogou na Vermelhinha (AESJ). Com Albertina, o sexteto "brasa" (como o time era chamado na época da Jovem Guarda) ganhou um grande reforço, que se juntou a Teresa do Egito, Nazaré, Neusa, Linda e Lucília. O elenco fez história com ótimas jogadoras também no "banco" de reservas: Mércia, Menas, Marília Ricci, Auxiliadora, Carmen Lúcia, Bene e Marly. Antes da chegada de Albertina, as principais atacantes foram Dirce Bombarda (esposa do técnico) e Marlene Pacheco, que estavam encerrando a carreira.

1971 foi o último ano de Albertina em São José dos Campos, participando dos Jogos Abertos na cidade de Tupã. Com a chegada do primeiro prefeito da ditadura militar, o esporte foi marginalizado - época em que também o forte basquete masculino de Edvar, Pedro Yves e Josildo teve que ser desativado. A jogadora de vôlei revelada na AE São José conseguiu lugar no forte equipe do EC Pinheiros, da capital, sendo vice-campeã paulista de 1972 com o técnico Nilton Conrado. No ano seguinte foi para o Clube Aramaçan de Santo André e ajudou a escrever um das mais belas páginas do vôlei andreense. Acabou se radicando no ABC, mas manteve as raízes em São José dos Campos, onde sua família permaneceu. Albertina foi campeã paulista no ano de 1975 pelo Santo André.

No vôlei da atualidade ela seria líbero e teria lugar em qualquer grande equipe brasileira, embora as diferenças sejam enormes no que diz respeito às próprias regras. No seu tempo o ponto só era computado após o rodízio (a vantagem) e hoje qualquer bola que cai é ponto. A linha de saque era limitada em três metros, não havia as antenas na rede e não valia ponto de saque quando a bola tocava na rede.

A categoria de Albertina a levou a várias convocações para Seleções Paulistas e Brasileiras, numa época em que também o esporte universitário era forte. Disputou duas Universíades - uma em Moscou (1973) e outra em Sofia (1977). Em Moscou ganhou medalha de bronze: o Brasil foi o terceiro colocado, sendo esta a primeira conquista internacional do vôlei brasileiro. Tem várias conquistas no vôlei universitário no âmbito nacional. Na década de 70 disputou dois sul-americanos pela Seleção Brasileira (no Uruguai e no Paraguai), quando o técnico era Celso Bandiera, já falecido. Entre suas companheiras de seleção estavam Irena, Cássia e Silvia Montanarini, Cacilda, Helenise de Freitas, Célia Garritano, Eliana Aleixo,Maria Helena Decousseau.

Em sua vida pessoal conheceu João Marcos Geraldes Misko, um jogador de futebol de salão em 1971, com quem casou em 1982. Tiveram um filho, João Vitor, que completou 25 anos de idade em 2012. Mesmo aposentada ainda leciona na Faculdade de Santo André. Albertina e João Marcos foram padrinhos de casamento do técnico Régis Marrelli, da equipe de basquete da AE São José/Unimed/Vinac. Ela se orgulha de ser lembrada como um dos grandes nomes do esporte de São José dos Campos.

Fonte: Alberto Simões/Museu de Esportes