Wilson Bombarda
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Ficha Técnica
 

NOME: Wilson Bombarda
NASCIMENTO: 07 de Outubro de 1930
LOCAL: Lins (SP)
FILIAÇÃO: Ângelo Bombarda e Lúcia Bombarda.
MODALIDADES: Basquetebol, Voleibol e Atletismo.
CLUBES: Marília AC, Tênis Clube Paulista, EC Pinheiros, Tênis Clube SJ dos Campos e Clube do CTA (como atleta de basquete). Técnico de atletismo do Clube do CTA e de vôlei feminino da Associação Esportiva São José.
ESTADO CIVIL: Casado com a jogadora de vôlei Dirce desde 1957.
FORMAÇÃO PROFISSIONAL: Superior, formado em Educação Física. Trabalhou na Inspetoria de Educação Física do ITA. Parou com o esporte e foi cuidar de sua fazenda de café e cana-de-açúcar, na cidade de Altinópolis, onde nasceu sua esposa.
CONQUISTAS: Em seu currículo tem duas Olimpíadas: na Finlândia, Helsinque 1952; e na Austrália, Melbourne 1956; Dois títulos de campeão dos Jogos Abertos do Interior com o Atletismo Feminino de São José dos Campos; um vice-campeonato com o Atletismo Masculino; Pentacampeão como técnico de vôlei feminino por São José dos Campos nos Jogos Abertos do Interior.

Histórico
Bombarda nasceu no dia 7 de Outubro de 1930, na cidade de Lins, mas no ano de 1954 veio para São José dos Campos, onde jogou basquete e mais tarde se dedicou ao atletismo no CTA e ao vôlei feminino, montando uma das mais fortes equipes da modalidade na AE São José. Sua vinda para São José teve tudo a ver com a influência do colega Alberto Marson, de quem também foi aluno. Veio para trabalhar no ITA e trouxe o basquete consigo. Não se ganhava dinheiro com o esporte - primeiro tinha que vir o emprego para garantir o futuro. Mas, um craque a nível de Seleção Brasileira, com 1,87 de altura, tinha mesmo que se encaixar na equipe do Tênis Clube SJ dos Campos.

Casou-se com uma jogadora de vôlei, Dirce Bombarda, que também jogou na Vermelhinha. Conheceu Dirce nos Jogos Abertos de 1952 e namorou cinco anos antes do casamento. Tiveram um filho - Augusto Bombarda - e foi só. A esposa teve problemas de saúde e não podia mais engravidar. Mas era uma excelente jogadora de vôlei. Bombarda não esconde de ninguém que resolveu montar uma equipe só para fazer sua esposa mais feliz. Teve o apoio da diretoria da AESJ e foi assim que começou um dos times mais fortes do vôlei joseense de todos os tempos, com Teresa do Egito, Neusa, Nazaré, Linda, Lucília, Keiko, Bene, Mísia, Carmen Lúcia, Marlene Pacheco - e claro, Dirce Bombarda. Outras jogadoras foram reveladas depois, como as irmãs Albertina e Benta. Cinco vezes seguidas medalha de ouro nos Jogos Abertos do Interior. Era o sexteto "brasa" na época da Jovem Guarda.

Como jogador de basquete atuou no Marília AC, Tênis Clube Paulista, EC Pinheiros, Tênis Clube São José dos Campos e Clube do CTA. Foram 14 jogos oficiais pela Seleção Brasileira, marcando 59 pontos. Participou da Olimpíada de 1956, na Austrália (6º lugar). Nesta competição vibrou com a medalha de ouro de Adhemar Ferreira da Silva, no salto triplo com 16m35, tornando-se bicampeão olímpico. Foi a Olimpíada da despedida dos craques de basquete Algodão e Angelim, e da chegada de Wlamir Marques e Amaury Pasos. Disputou dois Jogos Pan-Americanos, ganhando medalha de bronze no México (1955) e em Chicago (1959); foi vice-campeão mundial de 1954.

Depois de várias conquistas como técnico de vôlei feminino (pentacampeão dos Jogos Abertos do Interior) mudou-se de São José dos Campos para a cidade de Altinópolis em 1984. Chegou a ajudar na formação de equipes em Altinópolis, a cidade natal de sua esposa, mas acabou se dedicando à produção agrícola (café e cana-de-açúcar). Em São José dos Campos foram 30 anos de dedicação total ao esporte.

*A Seleção Brasileira da Olimpíada de Melbourne tinha os seguintes jogadores: Bombarda, Algodão, Nelson do Couto, Angelim, Jamil Gedeão, Jorge Dortas, Mayr Facci, Edson Bispo, José Luiz Azevedo, Fausto Suscena e Amaury. O Brasil ganhou três jogos: Chile (78x59), Austrália (98x66) e novamente Chile (89x64). Ainda fez quatro partidas, perdendo para: União Soviética (68x87), Estados Unidos (51x113), Bulgária (73x82) e novamente Bulgária (52x64). Pela quarta vez consecutiva desde a oficialização do basquete na história dos Jogos Olímpicos, em 1936, os Estados Unidos ganharam o ouro da modalidade sem uma única derrota.

Fonte: Alberto Simões/Museu de Esportes